Estudo mostra nível de autoaceitação dos jovens

Dentre as alternativas, perder peso foi o que os jovens mais mudariam no corpo, sendo apontada por 39,04% dos entrevistados

Estar bem consigo mesmo não é fácil, principalmente na época da adolescência, momento em que muitas vezes as pessoas não sabem lidar com os padrões de estética e de comportamento que são ditados. Isso faz com que muitos jovens fiquem insatisfeitos e tenham vontade de mudar o corpo.  

Pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) comprova isso ao mostrar que quase metade dos jovens entrevistados entre 15 e 28 anos desejam mudar alguma de suas características. Dentre elas a que está mais em alta é a perda de peso, apontada por 39,04% das pessoas ou 1.094 entrevistados.

Para a analista de treinamento do Nube, Jéssica Alves, isso acontece pois quem não atinge o modelo físico “ideal” acaba pressionado a fazer dieta, com o falso discurso da preocupação com a saúde. “É claro, ter uma alimentação equilibrada e incorporar a prática de atividades físicas no dia a dia são ações primordiais, no entanto, sobrepeso não necessariamente é indicativo de falta de vitalidade”, explica.

A analista acredita que quem estimula a gordofobia deve repensar a prática, pois gera sentimentos horríveis em quem ataca. “Já quem sofre com a situação, tem de acolher seu corpo, dialogar com entes e colegas dispostos a ouvir e excluir os comentários negativos”, enfatiza.

O levantamento. feito no último mês. trouxe em segundo lugar a opção de mudança nos dentes, citada por 18,24%. Na sequência, 16,20% disseram que mudariam a idade. Esse tipo de insatisfação é uma constante conforme a especialista. “Quando jovem, deseja-se a maturidade e sabedoria dos mais velhos e quanto mais experiente, maiores são os anseios em torno do vigor da mocidade. A ideia prevalece por não existir uma faixa etária perfeita, mas sim o que fazemos em cada uma delas, assim, para lidar com a situação é preciso conscientizar-se de cada etapa ter suas vantagens e desvantagens pois viver é um movimento constante de aprendizado e de evolução”, comentou Jéssica.

Já para 15,45% a transformação ocorreria na altura. Há também quem seria mais incisivo e mudaria seu rosto, escolha feita por 8,74% dos votantes. E por fim, 2,32% trocariam de gênero, decisão que segundo Jéssica por ser significativa e possibilitar à pessoa uma vida autêntica.

A especialista disse que trabalhar a autoaceitação é importante e significa entender suas qualidades e defeitos, ou seja, se conhecer. “Vale para todos se incentivarem a alcançarem objetivos e eliminarem comparações, pois somos únicos e não devemos seguir padrões. Então, o conselho é se escutar mais, identificar os gostos e não ir em busca, necessariamente, daquilo ditado como correto. Afinal, ninguém é perfeito. Logo, abraçar as imperfeições e ser a sua melhor versão, com autorrespeito e responsabilidade é o caminho mais adequado”, concluiu.

Ao todo, 2.802 jovens deram entrevista ao Nube.

24/06/2019

 

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