Diversidade e protestos: relembre fatos do Rock in Rio além da música

Vigilância Sanitária lacrou 850 quilos de alimento no estande da chefe Roberta Sudbrack. Público e artistas gritaram 'Fora, Temer' e artistas como a drag Pabllo Vittar causaram histeria no festival.

Além de música, o público que esteve na Cidade do Rock durante o festival se deparou com novos espaços, muitos estilos, diversidade, fiscalização rigorosa, tendências, filas no transporte público e manifestações políticas. A sétima edição do Rock in Rio chegou ao fim neste domingo, 24, com a aprovação do Parque Olímpico como cenário para a Cidade do Rock.

Line-up desta edição teve como headliners Justin Timberlake, Aerosmith, Maroon 5, Red Hot Chili Peppers, Guns N' Roses, The Who e Bon Jovi.

A edição já marcada para setembro de 2019 será nas mesmas instalações. ''Vamos ficar aqui. A aposta está ganha, deu muito certo. O parque está superaprovado. Hoje a gente passa pela antiga Cidade do Rock e pensa: 'como era possível?''', avalia a vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina.

As novidades da arena de games e do palco digital, que recebeu youtubers e influenciadores digitais, também tiveram retorno positivo para a organização. As dimensões do Parque Olímpico, 300 mil metros quadrados, o dobro do terreno anterior - só a nova área à frente do Palco Mundo supera em metragem toda a Cidade do Rock anterior. Houve críticas quanto ao escoamento de público aos fins dos shows e à demora nas filas para ir ao banheiro e comprar bebida e comida.

Com relação aos planos para a edição de 2019, Roberto Medina, idealizador do Rock in Rio, já anunciou que irá montar uma área ''dedicada à cultura da favela'', para dar visibilidade a manifestações culturais e gastronomia de comunidades cariocas. A ideia é fazer uma rua com este tema, como nesta edição existiram a Rock Street a o Rock District, com lojas, opções de alimentação e palcos.

FISCALIZAÇÃO – Logo nas primeiras horas do evento, a Vigilância Sanitária Municipal percorreu diversos espaços gastronômicos e gerou polêmica após lacrar 850 quilos de alimentos do estande "Roberta Sudbrack - Bar de Cachorro Quente". Um vídeo mostrou vários queijos sendo jogados no lixo.

'FORA, TEMER' – Manifestações políticas também aconteceram diariamente, tanto partindo do público, como dos artistas nos palcos. Na maioria das vezes, as manifestações eram contra o presidente Michel Temer. Gritos de “Fora, Temer” foram ouvidos do começo ao fim do festival. Shows dos cantores Evandro Mesquita, Elba Ramalho, Skank, entre outros artistas, contaram com manifestações da plateia.

'SONECA IN RIO' –O gramado sintético da Cidade do Rock virou cama para quem queria tirar uma soneca ou descansar entre os shows. Durante os sete dias do evento, o público aproveitou os 80 mil metros quadrados de grama sintética do festival para relaxar.

FILAS –As filas para os brinquedos e filas no transporte público também voltaram com tudo. Mais de 400 mil pessoas usaram o BRT, que suportou bem a ida ao festival. Na volta, público precisava ter uma dose extra de paciência, já que a multidão saía praticamente junto após o último show.

2017-09-25 16:07:04

 

 

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