Índice de roubos aumenta 12,1% na Região nos cinco primeiros meses do ano

Dados apontam que em cinco meses ocorreram 8.574 assaltos na Baixada Santista, 2.079 só em Praia Grande

Em média, 57 roubos aconteceram por dia na Baixada Santista durante os cinco primeiros meses do ano, de acordo com estatísticas criminais de maio divulgadas na tarde última segunda-feira, dia 26, pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) durante coletiva.

Até o mês da coleta dos dados se totalizou 8.574 assaltos, que aconteceram na Região, o que gerou um aumento de 12,1%, em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 7.642 boletins de ocorrências.

Das nove cidades, Praia Grande obteve o pior resultado com 2.079 assaltos, resultando um aumento de 28,4%. Santos, com 1.729, alta de 34,4%, ficando em segundo lugar nos números negativos. Os dois municípios são vigiados por meio de câmeras de monitoramento, entretanto sofreram com o aumento mesmo assim.

Os dados refletem a realidade do dia-a-dia. Moradora de Praia Grande, a  estudante de fisioterapia, notou o aumento. “Já fui assaltada quatro vezes e tento tomar o máximo de cuidado com os objetos que levo. Não dá mais para arriscar”, disse.

Em Praia Grande a pesquisa mostrou um dado positivo. Mesmo com aumento geral do número de estupros na Baixada, dado que cresceu 11,6%, o Município apresentou maior queda, passando de 32 casos para 20. 

Ainda segundo a pesquisa, os roubos de veículos também alcançaram alta de 1,4%, passando de 1.319, para 1.338, este ano. O patrulhamento preventivo da Polícia Militar (PM), abordando suspeitos e apreendendo armas, é a principal maneira e evitar roubos.

Já os latrocínios recuaram 10%: 10 para 9 pessoas foram mortas durante assaltos. A quantidade de homicídios dolosos (com intenção de matar), porém, foi menor, de 62 para 57 assassinatos.

Na capital paulista houve redução de 29,69% nos casos de homicídio doloso, passando de 64 para 45. Segundo a secretaria, a quantidade de caso de homicídio doloso e de vítimas deste crime, no estado e na capital, são os menores da série histórica, iniciada em 2001.

Larissa França

 

 

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