Prefeito de Mongaguá pede apoio de secretário para agilizar plataforma

Na última sexta-feira, 4, no 53º Congresso de Municípios, em Santos, o prefeito de Mongaguá solicitou atenção especial às obras da Plataforma de Pesca da Cidade. “O equipamento é muito importante para Mongaguá e eu gostaria que o senhor ajudasse a apressar o andamento das obras”, disse o chefe do Executivo, primeiro prefeito a conversar com o secretário no evento.

O chefe da Casa Civil deu total atenção à reivindicação de Paulinho e, na mesma hora, solicitou aos seus assessores diretos que levantessem a situação da Plataforma. Fique tranquilo prefeito que, nos próximos dias, manteremos contato para equacionar o problema, revelou.

As obras da Plataforma de Pesca de Mongaguá, o maior cartão postal da Cidade, foram adiadas e deverão ser entregues somente no final de agosto ou começo de setembro próximo. A informação foi repassada essa semana para a Prefeitura, e o motivo alegado pela empreiteira responsável pela obra seria um atraso no repasse da verba da reforma, por parte do Governo do Estado.

Governador

Ao saber do novo atraso, o prefeito se mostrou inconformado. Ele deverá encaminhar ao Governo do Estado um pedido de informações sobre o atraso dos repasses. Paulinho deve, também, aproveitar o 53º Congresso Estadual de Municípios para falar sobre o assunto com o governador José Serra.

“Não posso admitir mais atraso com relação à Plataforma, um dos principais equipamentos turísticos da região e do Estado. Preciso dar uma satisfação razoável para a população de minha cidade”, disse.

Principal ponto turístico da Cidade, a Plataforma de Pesca está em obras desde julho do ano passado e continua interditada ao público.  Realizada com recursos do Governo do Estado, da ordem de R$ 3.940.667,80, a reforma é feita pela empreiteira Este Reestrutura e Engenharia, vencedora da concorrência.

De acordo com a Prefeitura, a intervenção deverá abarcar a recuperação estrutural das vigas transversais, dos blocos de coroamento das estacas pilares, da região emersa e submersa das estacas pilares, das lajes pré-fabricadas e a construção e fixação dos novos módulos de laje pré-fabricados, entre outros serviços.

A Administração Municipal espera que investimentos em outros atrativos compensem a interdição. Uma das iniciativas recentes foi a revitalização do Parque Ecológico A Tribuna, localizado ao lado da plataforma e que conta com viveiro de aves e amplo aquário. Já existe, inclusive, projeto de ampliação do parque.

Outra ação em andamento, que visa reforçar o potencial turístico no entorno da plataforma, é a urbanização de um trecho de aproximadamente 200 metros da Avenida Mário Covas (beira-mar), a partir da plataforma, no sentido Centro.

Demora

Construída na década de 70, a plataforma começou a ser reformada em fevereiro de 2003, pela AJM Sociedade Construtora Ltda, com verba de aproximadamente R$ 2 milhões e 600 mil do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade). A previsão era que o equipamento estivesse recuperado em novembro do mesmo ano.

Mas apenas 27% dos trabalhos haviam sido concluídos em janeiro de 2004 e a Prefeitura decidiu romper o contrato com a empreiteira. A Administração Municipal, então, convocou a Este Reestrutura Engenharia Ltda, segunda colocada na licitação.

Mesmo em obras, o equipamento permaneceu liberado ao público até 7 de junho de 2004, quando a mureta do braço direito cedeu, lançando ao mar uma aposentada, que morreu afogada. Com a plataforma parcialmente interditada, a primeira etapa das obras foi concluída pela Este Reestrutura somente em 2005.

No início do ano seguinte foi reformada a praça central (cerca de 930 m2), permitindo o acesso aos braços. No entanto, a pedido do Ministério Público, a Justiça interditou a plataforma, em novembro de 2006, alegando que o equipamento ainda não oferece condições de segurança aos usuários.

Subsídio

O fechamento da Plataforma de Pesca de Mongaguá foi determinado pelo juiz substituto da 1a Vara de Mongaguá, Rodrigo Faccio da Silveira, em novembro de 2006. O magistrado atendeu, liminarmente, pedido da promotora Daniella Di Gregório Lander Kenworthy, que entrou com ação civil nesse sentido, com base em um laudo de 20 páginas feito pelo Centro de Apoio Científico (Caex).

A decisão também levou em consideração parecer complementar da Este Reestrutura, responsável pela recuperação estrutural dos dois braços do equipamento.

Estrutura

De estrutura de concreto armado, é a maior Plataforma de Pesca da América Latina com 400 metros ao mar, formando um T e com 200 metros de braço. Os pescadores e visitantes podem usufruir dos sanitários e bancos, além de contar com uma excelente iluminação. Atrai diariamente vários pescadores que estão a procura de robalos, pescadas, bagres e muitas outras espécies.

Gazeta do Litoral
[ 10:53 ] Terça-feira
7 de abril de 2009

 

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