Lancheira saudável ajuda a manter alimentação balanceada

Empresária de Praia Grande viu na alimentação da filha a oportunidade para o negócio

Chocolates, refrigerantes e salgadinhos fazem a alegria das crianças e seja a pedido dos filhos ou pela praticidade, os produtos industrializados estão cada vez mais presentes nas lancheiras dos peque-nos. E o que era apenas uma alternativa para a filha Maya não consumir os alimentos, se tornou negócio para a empresária Michele Ambrósio.

A moradora do bairro Flórida vende lancheiras saudáveis para alunos da Cidade e em dois meses já produz mais de 30 pedidos por dia. “Quando Maya entrou na escola, aos 2 anos, a maior preocupação era fazer com que não se interessasse pelo lanche do amigo, pois sempre foi criada tendo uma alimentação natural”, explica.

Foi então que os pães artesanais que Michele fazia tomaram forma de animais e as frutas tiveram carinhas. Hoje, aos 6 anos, os amigos de Maya se interessaram e as mães passaram a pedir encomendas.

Para saber se outros responsáveis se interessariam pela ideia fez uma pesquisa na escola em junho e começou a vender em agosto. “Foi tudo tão rápido que precisei criar uma marca e desde então os pedidos só crescem. Nessa fase da vida é preciso criatividade e paciência porque estão em processo de descoberta, mas buscar alternativas envolve planejamento e tempo. Com o estudo vi que as mães trabalham e por não terem tempo, compram uma quantidade maior de frutas para a semana, a criança enjoa e deixa de comer.”

Como nunca atuou na área, para iniciar as vendas, consultou a nutricionista Carolina Vieira, que elabora o cardápio correto com alimentos de valores nutricionais adequados às faixas etárias que atende. Os lanches são levados minutos antes do recreio, com nome, sala e série. A lancheira vem com suco natural, fruta e um carboidrato, já que as crianças estudam no período vespertino.

Os pedidos são feitos por pacotes semanais e mensais. Entre as refeições há nugget caseiro com cenoura, bolinho com beterraba adoçado com açúcar mascavo ou demerara, pães e binaguinhas com farinha integral, entre outros. “Mudar os hábitos na primeira infância deixa a adaptação mais fácil e evita doenças. Não damos atenção ao lanche mas ele é consumido em cinco dias da semana, o que dá 200 no ano. Temos que abrir os olhos antes que os danos sejam maiores”, alerta.

Michele tem como meta ampliar as opções com planos diários e lancheiras voltadas a intolerantes e alérgicos. “Tirei muitas coisas que não eram aceitas, alterei sucos para frutas da época e vamos mudando porque não adianta passar tranquilidade as mães se a criança não gostar”, observa.

Para conhecer os produtos da Sementinha - Lancheira Saudável basta acessar as páginas do Instagram e Facebook @sementinha.pg. Mais informações pelo telefone (13) 99611-1136, que é WhatsApp.

21/10/2019

Texto: Larissa França

Foto: Arquivo Pessoal

 

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