Motociclistas são 85% das vítimas de acidentes graves

Segundo o Centro Lucy Montoro, 50% das vítimas de acidentes de trânsito sofreram traumatismo craniano, 33% amputação e 17% tetraplegiasLATERAL Maio Amarelo

Para conscientizar os motoristas sobre o número de mortes em acidentes de trânsito no Brasil e no Mundo, até o final do mês acontece o Movimento Maio Amarelo, que alerta a população com o objetivo de diminuir os números considerados alarmantes.

As vítimas podem sofrer consequências que comprometem os próximos anos de vida e o que comprova isso é que 85% das vítimas de acidente de trânsito atendidas pelo Centro de Reabilitação Lucy Montoro (CRLM) de Santos, no ano passado, eram motociclistas.

Desse grupo, 50% das vítimas sofreram traumatismo craniano, 33% amputação e 17% tetraplegia. O levantamento feito pela instituição aponta ainda que 15% dos pacientes foram vítimas de atropelamento e 83% destes casos aconteceram com homens de 30 anos.

Segundo o diretor e médico fisiatra do Centro Lucy Montoro, Celso Vilella Matos, as vítimas de acidentes passam por um longo processo de reabilitação e podem ter sequelas para a vida toda. “As consequências não são apenas para o acidentado, muitas vezes, a deficiência severa pede que alguém da família se dedique à vítima por tempo integral, ações que poderiam ser evitadas”, explica o especialista.

O Centro completa cinco anos este mês e conta com o Lokomat, equipamento de robótica composto por um suporte que sustenta a cintura pélvica do paciente e duas órteses para os membros inferiores que possibilitam que utilize as articulações do quadril e do joelho, facilitando assim sua locomoção sobre uma esteira rolante.

Além do Lokomat, o centro conta também com o Vivax, ferramenta de robótica que possibilita movimentos tridimensionais dos membros superiores.

A unidade santista atende toda a região e casos de lesões medulares, amputações e má-formação, lesões encefálicas do adulto (LEA), traumatismo craniano e acidente vascular encefálico e paralisia cerebral.

A unidade fica na rua Alexandre Martins, nº 72, no bairro Aparecida. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail regulacao.imrea@hc.fm.usp.br.

AÇÕES EDUCATIVAS – Para evitar que tais índices cresçam, como parte do Maio Amarelo, o Centro Lucy Montoro realizou em unidades da Capital ações educativas com alunos da rede estadual.

Durante a programação, os jovens puderam participar de games interativos, vivências para alertar sobre as consequências dos acidentes de trânsito e os efeitos do consumo de álcool e drogas.

Os estudantes foram desafiados a vivenciar algumas situações sob a ótica da pessoa com deficiência, desde se locomover com uma cadeira de rodas em uma rampa até experimentar modalidades do esporte adaptado, como vôlei sentado, basquete em cadeira de rodas e tênis de mesa.

A ideia é que os professores promovam a discussão do tema com os alunos e ainda façam a utilização do amarelo em menção à ação em trabalhos e projetos. Não estão previstas ações para a Baixada Santista este ano.

16/05/2019
Foto: Divulgação/CRLM

 

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